Como reaproveitar vestidos de festa no dia-a-dia?

E aí MOlheres lindas, estão sobrevivendo a essa semana? Eu não! hahaha
Já conversamos demais esses dias, então hoje é  dia de falar de roupa. Não, não sou uma pessoa que entende de moda, sempre digo isso, mas sou uma pessoa que aprendeu a se virar dentro das possibilidades que tem. Do ano passado pra cá tive várias ocasiões festivas que me forçaram a investir em vestidos de festa ou vestidos com uma "pegada" mais fina para poder corresponder à exigência do ambiente e da ocasião. Depois disso tudo o vestido fica lá encostado no guarda roupa até surgir uma nova ocasião para eu poder usá-lo. Então eu pensei: Será que posso adaptar alguns desses vestidos para o meu dia a dia? E sim, eu posso. É sobre isso que vamos falar hoje.
Claro que um vestido de formatura, com um tecido muito fino (no sentido de rico), fica difícil de adaptar, pois não ORNA colocar um vestido todo de seda, esvoaçante, cheio dos "perequetê" com uma jaqueta por cima, mas colocar um vestido que você comprou para aquela festa em que foi convidada, com um tecido bem mais comum, com várias sobreposições, dá super para aproveitar o vestido que ficaria encostado, e nas mais diversas ocasiões, dependendo da formalidade da peça principal.

A ideia básica é: SOBREPOSIÇÃO.
Pegue aquele vestido de renda e coloque uma jaqueta jeans, ou em blazer super jovem e feminino (colorido e estampado ficam ótimos), coloque uma bolsa que vá "casar" com as peças, um sapato, sandália ou outro tipo de sapato que não seja festivo.
Um bom look não depende só da peça de roupa em si, mas de um conjunto de peças, acessórios e combinações.
Para uma festa os acessórios são mais finos e sofisticados, para o dia a dia eles são mais pesados ou mais casuais. Jeans torna qualquer look mais urbano e menos festivo, então é, sim, uma ótima aposta. Tem uma camisa jeans? Prepare-se para usá-la!  

Vamos ver alguns modelos para inspiração?











E aí, o que vocês acharam?
Eu estava com uns vestidos lá, por isso procurei como poderia reaproveitá-los, então aproveitei para dividir com vocês. Eu curti a ideia e vocês?
Me contem!

Beijos!!

Cruzeiro Marítimo: Perguntas e respostas - MSC PREZIOSA

Olá minhas queridas, tudo certinho por aí? Eu estou ótima! Há algum tempo fiz um post contando várias coisas sobre uma viagem de navio que fiz em janeiro. NESTE LINK você consegue acessar o post e ver o que já foi falado sobre o assunto. 
No fim da postagem perguntei sobre as dúvidas de vocês e disse que responderia depois. Pois então, é pra isso que estou aqui agora. Vamos conversar mais um pouquinho sobre viagem de navio?


1) Qual o valor da viagem?
Se valor da viagem for o quanto eu paguei, isso depende do navio principalmente. Existem navios simples e navios mais luxuosos. Cada tipo de cruzeiro, pra cada tipo de público alvo, faz o seu preço para atingir esse público. Depende também da cotação do Dollar, pois como eu disse no post anterior, tudo em um cruzeiro funciona neste dinheiro. No Preziosa, navio em que eu viajei, existiam duas partes distintas: a parte das cabines normais que eu não sei o nome e o Iate Clube, que são cabines de PRIMEIRÍSSIMA classe. No Iate Clube, por pessoa, o valor era em torno de 5.000,00 reais.
Nas cabines normais, que foi onde fiquei, haviam dois tipos de cabines: interna e com varanda. O valor vai depender do andar da sua cabine, de ser interna ou com varanda e de quantas pessoas vão ficar na cabine, sendo no máximo 4 pessoas. As cabines internas ficavam na média de 1.800,00 por pessoa e as com varanda  custavam em média 3.000,00 por pessoa. Fiquei em uma cabine com varanda, junto com meu pai e minha mãe.
Dentro do navio gasta-se dinheiro, sim, e não é tão pouco. Lá a gente compra pacotes de bebida, como água, refrigerante, drinks, além de algumas atividades pagas. 
Lembrando que esse é o navio mais caro da própria MSC, então existem outros navios que são excelentes, e o valor é bem abaixo desse que passei pra vocês. Masss, junto com o preço, varias coisas baixam também.


2) Como são as acomodações?
São pequenas e estreitas, mas são confortáveis! Não sei as outras como são, mas a minha tinha um banheiro pequeno, mas com espaço suficiente pra gente conseguir se arrumar dentro dele. O banheiro dispunha de xampú e sabonete líquido, touca plástica, água quente na pia, toalhas trocadas de duas a três vezes por dia. 
O quarto tinha uma cama de casal grande, guarda roupa, escrivaninha, frigobar, aparadores, e um sofá grande (o da foto), que se transformava em uma cama de casal enorme (enorme mesmo)! 
Casa corredor do navio tem um camareiro e tudo lá funciona em um passe de mágica. Pela manhã, quando saíamos para tomar café, já ia alguém lá arrumar e higienizar o quarto de forma que pouco tempo depois, quando voltávamos, já estava tudo arrumado e limpo. A mesma coisa funcionava na hora do jantar: saíamos para jantar e quando voltávamos estava tudo limpo, higienizado, e o sofá já tinha se transformado em uma cama. É realmente muito prático e cômodo! Sem contar a simpatia e gentileza dos camareiros. 
Eles estão tooodo o tempo à nossa disposição para QUALQUER coisa que a gente precisar. Se eu dissesse: "Vou soltar um pum", eles responderiam "Ok, vou respirar para a senhora", em uma língua que a gente não entende, é claro haha. 
O que eu não gostei de ver? Os camareiros que já estão em pé as 6 da manhã continuam lá em pé as 21h. A "exploração" do funcionário lá é muito nítida, por isso a gente fazia questão de tratá-los muito bem.

3)Em quais lugares ele parou?
Saímos do porto de Santos-SP (aliás, falando sobre isso, porto é tipo aeroporto, só que 15x piorado e com serviços mal prestados. O serviço de malas, por exemplo, é de chorar. Não se preocupe em ter malas novas para viajar, uma vez que a  mala de 90% das pessoas do meu grupo de viagens veio despedaçada. A minha foi uma das únicas que estavam inteiras, mas a de uma senhora, por exemplo, veio enrolada em fita plástica para ter, pelo menos, condições de carregar). Voltando ao assunto, de Santos nós fomos até Búzios- RJ. De Búzios navegamos por 2 dias até chegar em Salvador - BA. De Salvador, fomos para Ilhéus - BA. De Ilhéus fomos para Ilha Grande - RJ e de lá voltamos para Santos. Esse trajeto durou 7 dias inteiros.

4) E o tempo de conhecer cada parada?
Normalmente o navio atraca ao (ou no?) porto bem cedinho, entre 6 e 7 da manhã. A partir do momento em que ele já está totalmente parado, já podemos desembarcar e em cada cidade tínhamos um tempo diferente para permanecer. Normalmente era entre 17:30 e 18:00, mas em Salvador, por exemplo, o tempo em terra era até as 21:30. Dá tempo suficiente pra fazer tudo o que quiser na cidade, sem pressa! Em nenhuma cidade foi corrido, mas ficar atento aos horários é extremamente importante, porque o navio não espera por ninguém. Perdeu a hora de saída do navio, se vira e vai até a próxima parada sozinha, a empresa não se responsabiliza por você nesse caso. 
Quando é porto, você pode sair e entrar no navio mil vezes se quiser, dentro do limite de horário.
Em Ilha Grande e Búzios, por exemplo, o navio para no meio do mar e vamos até as cidade de bote. Os botes vão e voltam o tempo todo do navio, de 10 em 10 minutos mais ou menos, então não tem do que se preocupar também. Algumas pessoas sentem bastante náusea dentro dos botes porque eles chacoalham demais, mas eu achei divertido! haha

5) Um deficiente físico teria muita dificuldade?
Nenhuma! Absolutamente nenhuma. Não sei quanto aos outros navios e as outras empresas, mas no Preziosa vi vários (vários!) cadeirantes a bordo, além de pessoas que dependem do uso bengalas, ou outras deficiências. Pelo que pude perceber, 24h há uma equipe disponível para essas pessoas, inclusive para ajudá-las no transporte de bote para os passeios em terra. Além da tripulação preparada para lidar com esse público, todo o navio é planejado para a locomoção de pessoas com necessidades especiais. Os banheiros públicos disponibilizam cabines espaçosas e equipadas. Os quartos para um cadeirante, por exemplo, é diferente, espaçoso, seguro, tudo que ofereça o conforto para eles. O banheiro das cabines que são apertadinhos, em uma cabine dessa, especial, se torna amplo e espaçoso, com tudo adaptado. 
As atividades são as mesmas, e todos os ambientes dispõem de rampas ou elevadores, além de, como já disse, funcionários disponíveis para qualquer necessidade extra.

6) Sobre as pessoas que eu encontrei por lá?
Gente como a gente. Nada de gente metida, cheia de nehm nhem nhem. Lá está todo mundo querendo se divertir, então a maioria das pessoas não tem frescura. Tem gordo, magro, alto, baixo, banco, negro, brasileiro, estrangeiro... e cada um na sua! Tinha gente muito bonita e (aos meus olhos) gente muito feia. Gente muito rica e gente que, como eu, parcelou a viagem em mim vezes sem juros e fez um esforço tremendo para estar lá. 
Muita gente tem a impressão de que em navio só vai gente rica e fina, mas na primeira vez que você for ao restaurante do bandejão, sua impressão vai mudar. Ô farofada que aquilo vira! Comentei antes, ultrapassa os limites da má educação.
As atividades que os animadores sugerem são muito inclusivas, sempre tem espaço pra todo mundo, eles nos chamam pra participar de tudo, e não precisamos ter vergonha de nada. Aliás, é muita bobeira deixar de aproveitar a viagem por vergonha de dançar ou ficar de biquíni ou maiô na frente dos outros.

7) Há atividades destinadas a crianças?
Sim! Como comentei existem os animadores e os monitores, eles formam grupos específicos de crianças, com atividades voltadas a elas, adolescentes, com atividades para eles, e atividades para adultos e idosos. 
No caso das crianças, por exemplo, se você quiser deixa-los na mãos dos monitores de manhã e só pegar a noite na hora de dormir, pode deixar sem medo.
No período da tarde existem espetáculos teatrais para crianças assim como a noite existem os espetáculos para adultos. Um dia teve um da Disney que fez a gente chorar até, de tão lindo! A maior parte das atividades é feita dentro do clubinho. Além disso, existe um parque aquático só pra criançada.

8) Dá enjoo?
Depende um pouco do seu organismo. Você sente enjoo quando anda de ônibus? Então é provável que sinta um pouco no navio. A intensidade do balanço do navio é o que vai determinar o quanto enjoada as pessoas ficarão. Se o clima estiver estável, não há com o que se preocupar, a gente mal sente o navio navegar. Se estiver chovendo ou ventando muito já sentimos muito mais o balanço. No dia da festa de gala, por exemplo, balançou bastante, estava horrível ficar de salto alto.  
Em caso de enjoo, o ambulatório do navio oferece remédio gratuitamente.

9) Há alguma diferença entre a terra firme e o navio?
É engraçado isso. No primeiro dia a gente sente um pouco (lembrando que isso só se o tempo estiver estável), mas no restante a gente acostuma e realmente esquece que está em alto mar. De vez em quando pega uma onda e dá uma balançada, e aí a gente sente, dá aquele frio na barriga gostoso de sentir. 
Depois de uns 3 dias de viagem a gente começa a sentir o efeito contrário, deixa eu ver se consigo explicar: quando estamos em terra firme, nossa perna "bambeia" como se estivéssemos no navio. Parada no chão normal dava a sensação de estar balançando (acho que isso tem a ver com o labirinto - no ouvido, responsável  pelo equilíbrio). Vira e mexe a gente se perguntava: está balançando mesmo ou é impressão minha. A resposta era sempre que era impressão nossa!

10) E o free shop?
TUDO CARO, mas uma coisa ou outra compensa. O legal é ficar atento às promoções, e aí conseguir um bom desconto em algo. Na minha família conseguimos preço bom em perfume e óculos de sol, que foi o que acabamos comprando.



O legal de uma viagem dessas é experimentar tudo. Todas as comidas, todos os ambientes, todas as festas, todos os passeios, tudo o que nos for oferecido.
É realmente uma experiência incrível, que não dá pra comparar (nem melhor, nem pior) com outros tipos de viagem. É um mundo totalmente diferente! Vale cada minuto e cada centavo.

E aí, ajudou? Se tiverem mais dúvidas, deixem nos comentários.

Beeeijos!

#Eueacomida: Você tem fome de quê?

Lá vamos nós tagarelar. Quem vem comigo?
Mais um post da série #Eueacomida (eu e a comida). Tenho adorado contar esse episódios para vocês, é como se eu estivesse em uma sessão de terapia, só que com amigas, pensando, refletindo e trazendo significados a alguns comportamentos passados e a maneira como eles refletem na nossa (minha) vida atual.



Muitas, muitas vezes por dia me pego morrendo de vontade de comer algo gostoso. Sabe aquela vontade que vem não sei de onde de comer não sei o quê? Pois é... e a impressão que eu tenho é que se eu não comer essa coisa gostosa que eu estou querendo, vai crescendo cada vez mais um vazio existencial dentro de mim como se naquele momento eu me reduzisse a ser somente "a vontade de comer aquela comida". Não consigo me concentrar na tarefa que estou fazendo, não consigo puxar assuntos que não sejam "Que vontade de comer uma coisa boa" com qualquer pessoa que apareça na minha frente, e o pior: não consigo parar de pensar nisso. 
Trazendo a situação para o meu dia a dia, fica até difícil escolher um único momento para exemplificar, mas vou usar aquele que é mais frequente acontecer.
Desde que comecei a faculdade não moro mais na casa dos meus pais, e a partir daí não tive mais toda e qualquer comida disponível o tempo todo para mim. Pelo contrário, minha (má) alimentação é bem limitada. Quem tem vontade de cozinhar só pra si mesmo? Além disso, por saber que se eu comprar eu vou comer, evito de ter em casa as coisas que mais me chamam a atenção - salgadinhos, doces, balas, bolachas. Isso porque além do "se comprar eu vou comer", existe o "se eu comer, como inteiro, até o farelo". Muita gente fica assustada ao ver esse comportamento que se não beira a compulsão, chega a ser compulsivo. O que essas pessoas não entendem é o quanto sofrido é não conseguir ter controle de si mesmo. Esse sofrido normalmente vem acompanhado de vários sentimentos negativos, como mágoa, arrependimento e algumas vezes o sentimento de fracasso por não ter conseguido deixar o pacote já na segunda bolacha e ter ido até o fim.
Aos finais de semana volto para a casa dos meus pais e lá, sim, tenho tudo o que eu quiser disponível pra comer. Desde o salgadinho, até as comidas de mãe mais gostosas. E sim, tenho que me policiar muito pra não comer tudo de uma vez só, ou não ficar só na porcaria, pão, pipoca.
Tá, mas o que isso tem a ver com o começo do texto?
Então, quando eu não sei identificar o que eu realmente quero comer, pode ser que qualquer coisa sirva, mas pode ser que nenhuma coisa sirva. No meu caso, normalmente é a segunda opção. Como brigadeiro, mas ele não preenche meu vazio, como pipoca, e nada; chiclete, arroz, bolacha, sorvete, bolo, salgadinho, carne... e nenhum deles sanou minha vontade de comer alguma coisa gostosa. Vou comer até quando, vou comer o que mais? Ás vezes passo dias tentando descobrir o que eu realmente quero. Felizmente tenho tido um pouco mais de consciência disso e consigo controlar essa fome emocional.
Bingo! Cheguei onde eu queria.
Fome emocional é aquela que não tem a ver com a manutenção da vida. É aquele comer porque a comida está lá, ou porque naquele dia a gente merece, ou porque o cheirinho da comida da nossa mãe é tão bom, porque dá dó de jogar fora. É a fome que não acaba nunca quando estou triste ou ansiosa, é a fome que me faz continuar comendo mesmo quando já estou muito satisfeita.
Quantas e quantas vezes não nos vemos em situações como essas? Recompensamos algumas coisas da nossa vida com a comida. Usamo-as como premiação, agrado.
Refletir sobre isso é a melhor maneira que encontrei de tentar controlar esses impulsos. Tento, também, estar atenta aos meus sinais físicos de fome, me policiando para relacionar a comida à fome física, ao estômago doendo ou ao horário da alimentação.
Além de notar isso em nós mesmos, é muito importante que você, mãe, esteja atenta não só ao seu comportamento alimentar, mas também ao dos seus filhos. Além dos pequenos agirem por repetição, usando o seu prato de comida como modelo, que tipo de alimento você oferece quando a fome vem? E se você costuma dizer "hoje você se comportou, a mamãe vai fazer batata frita", tente repensar e ficar atenta ao que você estará ensinando com isso. 



Como já contei em outros #eueacomida, sempre me presenteei com a comida, sempre relacionei o sentar à mesa com família unida, festas e comemorações - felicidade de maneira geral. 
Ás vezes vem uma fome enlouquecida de alguma coisa boa...
...quem me dera nesse momento eu pudesse comer o abraço de mãe.

E você, tem fome de que?