Saia Flare: Inspirações Plus Size

Olá pessoal, tudo certinho por aí? Já estava sentindo falta da companhia de vocês!
Primeiro quero agradecer a repercussão boa que o meu último post da Tag Eu e a Comida teve. Fico feliz que gostem e se identifiquem com minhas histórias. A participação de vocês é muito bem-vinda.
O tempo e o clima aí onde você mora também está maluco? Aqui tem hora que está muito calor, tem hora que está frio, e chuva que é bom... nada! 
Por causa desse tempo maluco que tem feito mais calor do que frio (aqui na região sudeste), gostaria muito de fazer posts com looks invernais, maaaaaaas vamos ficar no meio termo mesmo, falando de peças versáteis e adaptáveis nas estações.
Saia Flare ou Saia Fit and Flare. 
Ela está super em alta desde o verão, mas ainda causa receio entre as gordinhas na hora de vestir. Combina com o que? De que forma usar? 
Saia é uma peça versátil. Fica bem no calor e  no frio, com meia calça, sem meia calça. Com salto, sapatilha ou rasteira. Com a blusa por dentro, por fora, soltinha, justa ou tricot. 
Enfim, usável em vááários tipos de eventos e ocasiões. Separei algumas imagens para ilustrar e servir de inspiração. Vamos ver?















E então, você usa? 
Como você costuma usar a sua? Me contaaaa!

Um beijo, mulherada!

#Eueacomida: A gorda e o magro.

Boa noite, meninas, tudo certinho por aí? E não é que estou aqui de novo?! Prontas para mais um episódio da Tag Eu e a comida? Hoje, na verdade, não vou contar sobre a minha relação com a comida, exclusivamente, mas na forma como a minha relação com a comida interfere na minha relação com as demais pessoas, ou a delas comigo. Talvez alguma de vocês já tenha passado por isso ou por algo parecido, mas é uma situação tão repetitiva e recorrente na minha vida, que resolvi conversar. Por isso, sentem que lá vem história.


Já contei isso pra vocês, cresci uma criança gordinha. Cresci ouvindo pessoas dizerem que eu era linda, mas era gordinha. Por toda minha infância ouvi dizer que eu tinha que emagrecer para, de alguma forma, "as coisas darem certo". Não culpo ninguém, isso é apenas o reflexo do despreparo do adulto para lidar com a obesidade infantil. Acontece que, além de todas as coisas que ouvi, alguém disse também que EU TINHA QUE EMAGRECER, SENÃO, QUANDO EU CRESCESSE, NÃO ARRUMARIA UM NAMORADO BONITO. Não foi só uma vez que isso me foi dito. Avós, tios, pessoas próximas usavam isso como incentivo. 
Comer sempre foi minha fuga, meu refúgio, meu prazer, minha diversão. Comer, até hoje, está erroneamente relacionado a uma sensação de felicidade e satisfação pessoal. Quando criança comecei a sentir pena de mim e em diversos momentos, senti vergonha de ser como eu era. Já que eu não arrumaria um namorado bonito, eu sanava a sensação de incapacidade justamente com a alimentação. Lembro que na escola, terceira, quarta, quinta série nunca me permiti gostar do menino mais bonito da sala porque achava que PORQUE EU ERA GORDA ELE NUNCA SERIA MEU NAMORADINHO. Eu gostava, propositalmente, dos meninos mais "comuns" ou mais "esquisitinhos" da sala por que, bom, era o que me restava de opção. Sempre tive um medo absurdo de dizer a algum menino que eu gostava dele ou permitir que alguém soubesse disso só por eu ser gorda. E se zombassem de mim? E se zombassem dele por minha causa?
Esse sentimento todo sempre foi muito reprimido dentro de mim, era algo com relação ao outro, porque eu, sozinha, sempre me achei uma criança bonita, sempre usei biquíni, sempre me expus. 
Ao longo desse tempo todo fiz váááários tratamentos para emagrecer, de todos os tipos que vocês podem imaginar, e nunca - NUNCA - fiquei magra, apesar de ter emagrecido várias vezes eu ficava só MENOS GORDA. 
Acontece que cresci e algo me surpreendeu: alguns meninos começaram a gostar de mim. "Mas como assim? Eu sou gorda!", era só o que eu pensava.
Adolescente, comecei a descobrir que, para alguns - poucos -  isso era normal. Descobri, também, que para outros, era, inclusive, charmoso. 
O mito de que GORDA NÃO VAI NAMORAR foi morrendo dentro de mim e dando espaço para uma nova possibilidade. 
O tempo passou e não cabe dizer aqui quantas pessoas conheci, mas tive chance de conhecer e me aproximar daqueles caras bonitos que disseram que não se interessariam por mim por causa da forma do meu corpo.
Eu namoro há algum tempo. Meu namorado é um pouquinho mais velho que eu, MAGRO, e bonito. 
Recentemente comecei  a me expor com ele de forma que nunca tinha feito. Encontrei muita gente que nunca tinha me visto acompanhada e não são poucas vezes que tenho ouvido essa sequência:
"_Nossa, você está namorado?
_Sim!
_Parabéns! Ele é magro, ele é bonito."
A expressão das pessoas ao dizerem "Parabéns, ele é magro e bonito" é de surpresa, como se elas não entendessem o porquê de eu, GORDA, namorar um cara magro. 
Massssssssssss peraí, deixa eu ver se estou entendendo: a pessoa me parabeniza por ter um namorado magro? Como assim? Esse é um grande feito meu? Gordo só pode namorar gordo? O que é estranho em tudo isso, eu ter um namorado, eu ter um namorado magro ou eu ter um namorado bonito? Nunca sei o que a pessoa quer dizer. 
Minha reação? Sorrio e mando à merda mentalmente. 
Tenho uma irmã dois anos mais velha que desde sempre namora quem, hoje, é o marido dela. Ela tem o corpo "normal", manequim 40 e eu NUNCA ouvi ninguém se surpreender porque ela namorava um cara magro. Nunca vi ninguém falar da magreza dele como um elogio para ela. 
Porque fazem isso comigo? 
Ser pouco atraente por ser gorda é um fardo que vou ter que carregar? Não! Pra cima de mim isso não funciona.
Sim, meu namorado é magro, é alto, é bonito, é inteligente, é divertido. É MEU. 



Dia desses vi um trecho de um texto publicado lá no blog Mulherão que achei incrível e compartilhei nas minhas redes sociais:


"Passei a minha vida inteira aprendendo que ser gorda não é legal. Que eu não seria amada, atraente e muito menos teria sucesso, que eu não seria digna de elogios. Como muitas de vocês, criei a imagem de um monstro e fui repreendida e rebaixada diante de várias situações por conta do meu peso.

Familiares diziam que eu se eu ficasse magra tudo seria diferente, tudo seria mais fácil e sabe o que eu aprendi? Que a vida é difícil pra quem dá desculpas pra viver."

Sabe porque evidenciei tantas vezes o rótulo "gorda" neste texto? Porque com tudo isso aprendi que ser gorda não é empecilho. Aprendi a me amar do jeito que sou. Mais do que isso, ENSINEI a me amarem exatamente como sou!

Um beijo.
Boa noite!

Instagram: @mandinhabragion

Heei, olha eu aqui no meio da semana! 
Passei rapidinho pra convidar vocês para o meu instagram, pra gente se curtir por lá também. No insta minha atividade é quase diária, então vocês podem participar muito mais da minha vida do que só aqui pelo blog. 

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Separei algumas imagens do que rola por lá, vamos ver?












E então, me acompanhem lá também!!!!
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