Foi só mais um dia...

O despertador toca. É hora de acordar!
Essa deve ser a parte mais triste do dia. A vontade é sempre de passar mais 6 milhões de minutinhos ali deitada, de olho fechado, como se sua consciência ainda não tivesse notado que você já acordou e não começasse a te "mandar mensagens" dizendo que se você não levantar naquele instante, uma série de tarefas do seu dia ficarão atrasadas.
Certa vez li que em um dia, um ser humano toma, em média, 5 mil decisões.
Pois bem, você se levanta, tomando a primeira decisão do seu dia, passa a mão pelo cabelo e pelo tato nota quanto horrível você está.
Calçando meias e chinelo de dedos, vai caminhando até o banheiro evitando se olhar em qualquer espelho que possa ter pelo caminho para não ter possíveis desgostos.
Quanto mais perto do banheiro você estiver, maior será sua vontade de esvaziar sua bexiga que a essa altura, de tão cheia, já te faz andar contraindo o corpo e o mais rápido possível em busca do alívio.
Nessa hora do dia, qualquer lugar ainda é sua cama. Você não está raciocinando e, ao sentar esquece de manter sua cabeça sobre o pescoço e a solta, cochilando por mais 20 segundos.
20 segundos estes que te fazem cair na real e levantar dali voando.
Escova os dentes de volta para o quarto se trocar. É aqui que entra o primeiro espelho do dia e que te fará optar por uma de duas possíveis decisões.
Vestindo a camiseta da eleição passada e um shorts qualquer, sua imagem te merete diretamente à Mama bruschetta, ou qualquer figura de imagem parecida.
Ou você opta por ser trancada numa torre e só sair de lá quando criar vergonha para dar um jeito em você, ou você admite que não tem jeito, se troca e vai trabalhar, estudar, cuidar da casa ou qualquer atividade que seja a sua.
Com medo que o Shrek acabe te salvando da torre, você fica com a segunda opção, se troca, penteia o cabelo e fica apresentável.
O dia corre normal, a hora do almoço chega:
  • A dona de casa: vai comer uma salada de alface para se livrar da imagem da Mama bruschetta.
  • A que trabalha fora: se lamenta por hoje ser segunda feira, dia de começar o regime, vai para um restaurante e enche um prato de alface. Não se contenta, joga o regime para a próxima segunda, pede uma batata frita e volta a se lamentar sabendo que está cada vez mais parecida com a Mama bruschetta.
  • A desencanada: come alface acompanhado de arroz, feijão e carne moída e não se lamentar por que sabe que pensar na Mama bruschetta foi só um draminha feminino matutino.
Você volta ao trabalho ou aos seus serviços domésticos. Seu dia continua correndo normalmente. No fim da tarde você assiste à novela das 6 sentada no sofá com a imagem semelhante a do Buda. Resolve tomar banho e enrola, enrola, enrola, afinal, nesse horário, você tem preguiça até de tomar banho.
Banho tomado!
Ainda envolvida na toalha, você começa preparar seu jantar, esquece que existe alface e que se dane a Mama bruschetta.
Novela das 9, belisca alguma guloseima, se diverte lendo "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor", assiste ao Programa do Jô e com a mesma camiseta da eleição passada, shorts qualquer, meia e chinelo de dedo você volta para a cama pensando que já está tarde, amanhã começa tudo de novo e você já dorme desejando mais 6 milhões de minutinhos de sono ao amanhecer.
.........


Deixando claro que adoro a Mama bruschetta, ela é uma figura poderosa e que veste diariamente os melhores tecidos. Acompanho diariamente a prestativa e sempre tão carinhosa com todo mundo Mama no programa Mulheres Gazeta.
Essa histórinha resume ironicamente um dos dias que tive essa semana.
Beijocas

Amandinha♥

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