Choque de Realidade: Como fugir dessa guerra de conflitos?



Os processos de construção/desenvolvimento da imagem corporal estão amplamente associados à sociedade em que cada pessoa está inserida. Na nossa sociedade, por exemplo, vivemos duas situações antagônicas influenciadas pelo meio econômico capitalista.
Os produtos de embelezamento quando consumidos de maneira compulsiva, associados ao fácil acesso a procedimentos estéticos para a modificação corpórea, muitas vezes aprisionam a mulher em suas próprias neuras, criando um ciclo de consumo, onde o único lucro é da própria indústria da beleza.
Uma vez que a beleza se torna a única busca do indivíduo, o mesmo se sujeita  à dietas, exercício  físico exagerado, ingestão de chás e shakes emagrecedores, entre outras técnicas que favorecem demasiadamente os transtornos alimentares, entre eles a bulimia e anorexia.
A anorexia é uma distorção da percepção do corpo onde o indivíduo não se percebe magro, mas sempre gordo, e se restringe das refeições de maneira ritualizada. A bulimia, por sua vez, trata-se de uma doença que alterna crises de hipergrafia com vômitos auto-induzidos.
Ainda tratando capitalismo e desvios corporais/nutricionais, é evidente o lado oposto à busca demasiada pela beleza, que é fortemente associada ao corpo magro. A sociedade atual vigora hábitos pouco saudáveis de alimentação, oferecendo a cada esquina uma opção de alimentação fast-food, uma série de comerciais chamativos e que induzem as pessoas a se entregarem ao prazer de comer sem a mínima preocupação com regras ou limites. A partir disso, entre outros fatores, desenvolve-se a obesidade, que por muitos é caracterizada como um desvio do bom estado nutricional, ou pelo aumento do número de células adiposas no corpo.
Há a ilusão de que o corpo é infinitamente maleável, de que a qualquer momento uma cirurgia plástica pode solucionar o problema, e ao não ter o resultado esperado, ou na impossibilidade de realizar o procedimento, a insatisfação com o corpo se faz cada vez mais presente.

Como então, buscar o equilíbrio entre as situações?

  • A opinião crítica é a principal aliada de qualquer pessoa, uma vez que lhe ajuda a ponderar entre o que é certo ou errado, necessário ou desnecessário para própria vida.
  • Desconsiderar o senso comum também pode ser vantajoso, uma vez que este é o maior propagador da errada cultura da magreza.
  • Perceber que o “estar gordo” e o “estar magro” são definidos na relação com o outro, e se a opinião pessoal for mais importante do que a externa, pouco importa o “título” agregado a partir da relação com o outro.
  • A mídia propaga a imagem que ela quer vender, e ela precisa vender a imagem que os patrocinadores exigem dela. Portanto, não se espelhe em mulheres de embalagem de xampu, mocinhas das novelas, além das capas de revistas que nos iludem com a computação gráfica. Isso não reflete a realidade!
  • Seu corpo não é e não pode ser seu inimigo. Use-o como aliado, e ele será.
  • O preconceito sempre vai existir, e o obeso não é o único alvo. Alto, baixo, magro, gordo, negro, branco, loiro, ruivo, moreno... Todos sofrem preconceitos. 
  • Se aceite, e te aceitarão. Entender a sua singularidade é o primeiro passo para a aceitação.

É mais correto então acatar o desejo e as imposições dos outros, ou mudar a maneira de pensar e descobrir a própria beleza?
Pensemos!

...........................................................

Gostou e quer copiar? 
Cite a fonte!


Feito com base na pesquisa:
A Representação Social da Imagem Corporal para Mulheres Obesas: Cultura, mídia e padrão de beleza.

Quer receber a pesquisa na íntegra por email?
Digite seu email no espaço abaixo!



Beijos...


Amandinha.


2 comentários:

  1. Caraca muito bom seu artigo!!
    Beijos

    www.docescurvas.com

    ResponderExcluir
  2. fantastico !
    posso postar lá no Peso !!!?????

    Mooondbjus *-*
    http://meninacajuina.blogspot.com/

    ResponderExcluir

Vou adorar saber sua opinião!