#Eueacomida 4: A leitoa que eu não comi.

Olá meninas, boa noite! Meus dias estão tão corridos que só tenho tido esse tempo da noite pra poder postar. Estou estudando pra um concurso e isso está consumindo meus dias. Até o dia da prova vai ser meio corrido assim. Me desculpem!
Nos últimos posts da tag Eu e a comida escrevi sobre episódios que aconteceram quando eu ainda era bem pequena e que tiveram relação com algo que eu tenha comido. Hoje vou contar um episódio recente e de uma coisa que, pasmem, eu não comi. Pensei se deveria ou não contar aqui no blog e me expor assim, mas decidi contar e conversar com vocês sobre isso.


No final do ano passado meus pais foram viajar para as Serras Gaúchas. Quando fui me despedir dos meus pais acabei escorregando nos degraus do ônibus que levam ao segundo andar e torci muuuito feio meu pé esquerdo. Momentaneamente eu não conseguia nem andar, e quando consegui, mancava muito. 
Meus pais viajaram, fiquei sozinha em casa com minha irmã e meu avô. Passei a noite inteira com muuuuuita dor no pé, quase sem conseguir andar, com o pé inchado, roxo. Quando acordei, resisti um pouco à recomendação do meu avô me "curar" o meu pé com Arnica e resisti um pouco de procurar um médico. Depois de um tempo com muita dor, resolvi ir com minha irmã ao pronto socorro para ver se tinha algo mais grave com o meu pé, como uma fratura, por exemplo. 
Pronto socorro é aquela merda né?! Imagina então um pronto socorro de uma cidade pequena, lotado de gente, na hora do almoço. 
Com o pé latejando esperei duas horas para ser atendida. DUAS HORAS. Tá, eu sei que é pouco perto do que algumas pessoas ficam, mas se fosse pra eu morrer, teria morrido. Ahh, esse tempo de espera foi porque o médico estava em horário de almoço, OU SEJA, qualquer pessoa teria morrido ali. 
Quando finalmente fui atendida, entrei na sala, nem me sentei, e o médico foi checar as informações da minha ficha. Nome, altura, peso... eu com muuuuita dor, mas meu nome e minha altura, certamente, eram mais importantes né?! NÃO!
O médico sequer olhou pro meu pé, sequer me perguntou o que havia acontecido pra eu estar com aquela dor no pé, mas eu espontaneamente contei que havia escorregado e torcido.
Perguntou, primeiro, o que eu havia tomado ou passado no pé depois que machuquei. Vou colocar o que ocorreu em forma de diálogo pra vocês entenderem o que aconteceu naquele consultório em menos de dois minutos:
[Dr.]_O que você passou quando machucou?
[Eu]_Passei Gelol, era a única coisa que eu tinha em casa Dr. 
[Dr.]_Gelol? Mas você é BURRA?
[Eu]_Oi?
[Dr.]_É... você é burra? Só quem é burra pode passar gelol no pé quando machuca. Onde viu isso? Na globo? Porque pra passar gelol deve ter visto no comercial da Globo... passar o dia assistindo tv.
[Eu]_Mas eu estava sozinha, a gente não tem instrução, acha que isso vai ajudar. 

Nesse momento o Dr. faz o primeiro contato visual comigo, ainda sem olhar para o meu pé.

[Dr.]_O que você FAZ PRA SER GORDA DESSE JEITO?
[Eu]_Como assim?
[Dr.]_Só COMENDO UMA LEITOA por refeição pra você ser gorda desse jeito. Por isso que tá aí, não faz uma coisa pra se cuidar.  Tem que comer uma leitoa por refeição...

Eu segurando a lágrima... por estar sozinha, com dor, humilhada.

[Eu]_E o meu pé?
[Dr.]_Vou te receitar ARNICA e imobilizar seu pé.

Sem raio x, sem olhar pro meu pé... e ainda me receita a mesma coisa que meu avô, tendo estudado até a quinta série, já me tinha mandado fazer. 

Porque contar tudo isso?
Enquanto o que me incomoda é o preconceito das pessoas, outras pessoas se incomodam mais com o meu peso do que eu. O que mudaria eu comer ou não uma leitoa por refeição?! Aliás, quem me dera ter uma leitoa por refeição pra comer. Na minha correria mal tenho tempo de comer uma maçã. 
Nas mais diversas situações do dia-a-dia nos deparamos com um preconceito terrível, nojento. Preconceito daquele (o médico) que estaria ali pra me ajudar, independente da minha condição corpórea.
Quem nunca passou por uma situação de constrangimento, vergonha, humilhação, só por ser gorda?
Porque o fato de eu SER GORDA faz toda a diferença para as pessoas? Porque o meu peso incomodou mais um MÉDICO do que me ver com o pé machucado, com dor? 
Porque SER GORDA é sempre uma situação para ser corrigida? 
Certamente quando ele perguntou o que eu faço pra ser gorda desse jeito, ele não pensou no que eu passei desde os meus 8 anos de idade quando eu comecei a fazer meu primeiro regime. Não pensou em todas as atividades físicas que já fiz, em todos os procedimentos os quais já me submeti. Não pensou, sequer, que eu posso NÃO ME INCOMODAR por ser gorda e que, certamente, eu ficaria feliz tendo leitoas todos os dias pra comer. 

O que eu quero dizer, meninas, é que situações assim baterão à nossa porta todos os dias, mas que cabe a nós o modo como reagir a elas. Você pode se deprimir, se envergonhar de si mesma, ou você pode passar por cima da situação, escolhendo ser maior do que aquilo (a gorda que come uma leitoa por refeição) e usar esse tipo de coisa como exemplo do que não fazer. Infelizmente preconceito vem de todos os lados, independente da classe social, do nível de educação escolar, de quem aquela pessoa seja... o preconceito simplesmente existe.

E vocês, já passaram por situações de constrangimento? Me contem, vamos conversar!

Beijos!

18 comentários:

  1. oi linda amei seu blog nota 10 estou te seguido
    se puder e gostar do meu blog siga de volta http://amanda-santanna.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Nossa, ainda estou CHOCADA com tudo que li, sério!
    Gente do céu, acabei de compartilhar no face, um post de um ser se dizendo irritada com gente gorda que ocupa três lugares quando vai ao médico, e entro no seu blog e vejo as duras, e grosseiras palavras desse 'médicozinho' aí!
    É revoltante!!!
    Eu no seu lugar ou choraria até secar todas as minhas lágrimas, ou mandaria ele pra pqp, mais provavel que a primeira opção, afinal quando estamos com dor, ficamos mais fragilizadas ainda!
    Nunca passei por nada que chegue perto desse nível de escrotice, a não ser, depois de passar duas semanas fazendo um processo seletivo pra trabalhar como Enfermeira Júnior num dos maiores hospitais da minha cidade, depois de passar (com louvor) na prova teórica, na dinâmica, na entrevista com a psicóloga, na entrevista com a gestora de enfermagem, levar os documentos, tirar dinheiro de onde não tinha pra tirar minha carteirinha do órgão de classe, que era obrigatória, fiz os exames médicos, VI os resultados, TODOS bons, sem nenhum problema, e a médica que iria assinar minha admissão perguntar: Você é gorda assim porque? Nossa, mas não faz nada pra mudar isso? Tem pressão alta, diabetes, colesterol (com meus exames em mãos, constatando a negativa disso tudo!!!)? É ...vamos ver essa pressão aí...eu que já estava ansiosa, no primeiro processo seletivo que havia chegado tão perto de conseguir meu emprego, depois de UM ANO PROCURANDO, que já tinha esperado a médica por 1 hora e meia, pois ela chegou atrasada, e já me sentindo humilhada...ela verificou minha pressão e finalizou: É, infelizmente com uma pressão dessas você não pode assumir o cargo, sem contar que você terá que passar por diversas situações de estress no dia a dia, e você não vai aguentar, não vai conseguir. Faz um regime e cuida dessa pressão daí pode voltar aqui que deixarei seu processo em stand by.

    Foi a partir desse dia, dessa conversa, e dessa médica, que meu quadro depressivo voltou com tudo, eu saí de lá aos prantos, e passei mais de um mês deitada :///

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. Isso é preconceito, gente! Ah nem! Eu já estou calejada. Meu endocrino me fez pensar que estava morrendo, não fez meio elogio pelos quilos que perdi. Será que ele acha que é um incentivo me fazer ficar me sentindo culpada pelos quilos a mais? Enfim, cuidar da saúde pede cautela e é preciso de muito incentivo, viu? Porque não é nada fácil! Aqui em casa eu tenho mãe médica, tia médica, prima enfermeira e está todo mundo me dando o maior apoio! Agora você chegar no médico tendo torcido o pé e ele te falar uma coisa dessas é um absurdo! Eu procuraria o supervisor dele na hora para denunciar maus tratos aos pacientes! Ele não pode fazer isso não, uai! Fico revoltada com esse tipo de tratamento!!! Isso só piora a situação! Que falta de educação!!!

    ResponderExcluir
  5. Independente de qualquer coisa, esse médico é um coitado. Um coitado por que é burro e ignorante, incapaz de cuidar de um ser-humano, que é o que deveria ter aprendido no curso de Medicina que ele fez.
    Mas, sugiro aqui uma reflexão para todas. O que te faz ser "gorda desse jeito"?
    Tá certo...é erradíssimo alguém perguntar isso para a gente, imagine, uma afronta... mas nós já nos perguntamos isso? Já tivemos coragem de perguntarmos a nós mesmos isso? O que te faz ser gorda? Pergunto isso como ex-obesa (ex no corpo, porque na mente ainda sou obesa em recuperação), não como uma pessoa geneticamente magra. Somente quando me fiz essa pergunta e quando decidi que não queria mais ser obesa, é que deixei de ser. Não me venham falar de padrões de beleza. A expressão "gorda desse jeito" já remete ao peso excessivo, à obesidade, não um pneuzinho aqui e ali. Também não acredito que uma pessoa se aceite tranquilamente obesa. Não gordinha, repito, OBESA. Pois estou falando aqui de saúde, não de estética. Eu não me aceitava, nunca me aceitei. Eu tinha dores, preguiça, dificuldade de respirar, calor excessivo, desânimo, stress e depressão. Muitas vezes, por preguiça de mudar (pois sabia que era muito chão pela frente), eu me revesti da famosa carapaça do "eu me aceito", aprendendo a me maquiar, comprando lindas roupas GG, EG, XXG e me achando linda. Realmente, nunca fui feia. Mas e a saúde nisso tudo? Eu pensava que esse desânimo, essa falta de disposição, era o passar dos anos, os 30 chegando, mas olhava mulheres de 40, 50 anos, correndo na rua no fim de tarde leves, saudáveis, felizes...uma soma de coisas me fez mudar.
    Seja lá o que for que nos "faz ser gordas desse jeito", pare pra pensar: Você está cuidando disso?
    Ah, eu sou gorda por que sou preguiçosa (o menos provável e o que mais as pessoas pensam)...está tratando disso? Se sim, beleza, se não, vá se tratar.
    Sou gorda porque tenho problemas hormonais...está tratando disso?
    ...porque sou depressiva...está tratando?
    ...porque sou compulsiva... tratando?
    Seja lá qual for o motivo, é preciso cuidar, porque não estamos falando de gordurinhas charmosas, de curvas, e sim de obesidade, e obesidade é doença, não uma "beleza diferente".
    Claro que nem todas aqui são obesas como eu fui, mas fica a dica para quem é.
    É muito bonito e importantíssimo gostarmos de nós mesmas enquanto obesas, mas não devemos nos acomodar nisso. Pode ser que seus exames estejam perfeitos, mas por enquanto...se continuar com o mesmo peso depois dos 30, o peso será seu maior inimigo, não a idade. Se um dia estivermos com os olhos inchados e vermelhos, todos perguntarão: Por que seus olhos estão vermelhos desse jeito? E não ficaremos chateadas. Responderemos: porque estou resfriada, estou com conjuntivite, estou usando drogas, caiu um cisco e eu cocei, não lavo os meus olhos há anos, seja lá o que for, responderemos e procuraremos tratar, não esperar que os olhos vermelhos e inchados estejam na moda.
    Minha intenção aqui não é julgar, muito menos defender aquele idiota do médico, mas promover a reflexão que não temos a oportunidade de pensar, porque ninguém nos ajuda, o que os outros fazem é só dizerem que estamos gordas, como se já não soubéssemos. Se alguém tivesse tido essa conversa comigo, seria tão menos doloroso, pois só Deus sabe o quanto sofri para enxergar meus erros. Estou digitando isso com todo o meu coração e com carinho para, quem sabe, ajudar alguém. Quando obesa, eu só seguia blogs "plus size"; agora, sigo os de corridas e alimentação saudável e o Linda GG foi o único que ainda continuei seguindo. Estou próxima dos 30, com 18kg a menos e correndo na rua, como aquelas mulheres que eu via. A estética mudou? Bastante. A mente mudou? Muito! A saúde mudou? Drasticamente. Sejamos saudáveis, acima de tudo.

    ResponderExcluir
  6. Nossa, fiquei boquiaberta com essa história!

    Não dá pra acreditar! Acho que se fosse comigo, esse médico babaca iria ouvir umas poucas e boas.

    E infelizmente tem muita gente que usar esse negócio de que ser gorda não é saudável pra cagar regra no corpo alheio... minha mãe faz isso comigo até hoje. Como se todo mundo que é magro fosse muito mais saudável do que quem é gordo.

    Quanto preconceito nesse mundo idiota, onde nosso caráter é medido de acordo com o tamanho da nossa cintura... ¬¬

    Nem consigo imaginar como vc se sentiu no dia. Eu não tenho um caso especifico pra contar, mas vou te falar uma coisa, como tem gente que odeia gente acima do peso nesse mundo... quando tava 10kg mais gorda do que hoje, tinha um monte de gente que ficava olhando torto pra mim... gente sem conteúdo nenhum, que achava que ser magra era a única coisa que importava.

    Obrigada por partilhar a sua história.


    Beijão!

    Piece of My Heart

    ResponderExcluir
  7. Eu nem consigo acreditar nisso! A gente pensa que este tipo de ignorância vem de gente sem instrução, de pessoas consideradas pseudo sinceras, q acham q podem falar de td q ngm se machuca, que somos blindados. Agora, ouvir isto de um "medico"???? Juro, não sei como vc aguentou, não sei o que faria no seu lugar, provavelmente eu choraria e mto, ali mesmo. Sério, eu fiquei triste por ler isto e feliz por eu nunca ter passado por nada parecido, apesar de mtas vezes me esconder por ter medo de que coisa parecida aconteça. Já deixei de ir em médicos por medo de me pesar ou de aferirem a minha pressão. Fiz e faço mta coisa errada para me proteger, sempre. Não é esta a saída, não temos que nos esconder por ser como somos, mas é mto difícil pra mim lidar com qq tipo de preconceito. Escrevendo aqui, me lembrei de um episódio em q uma senhora não quis entrar no mesmo elevador em q eu estava, sendo que só tinha nós duas. Ela disse abertamente que tinha medo do elevador não aguentar tanto peso, senti mal demais com a situação mas nem se compara com o q vc passou com alguém que estava ali pra te prestar atendimento. Vc ficou ainda mais linda aos meus olhos por ter exposto o q vc viveu, Amanda! Bjos

    ResponderExcluir
  8. PS: concordo MUITO com a Bruna!

    ResponderExcluir
  9. Oi Amanda! Obrigada pelo elogio ao blog!! Também vou te visitar. Um beijo!

    ResponderExcluir
  10. Cynthia, querida, da mesma forma que você se chocou com minha história, eu me choquei com a sua. Na hora que aconteceu eu me magoei, fui engessar o pé chorando, sozinha no pronto socorro... mas depois contei esse absurdo pra todo mundo e acabei "desabafando', tirando isso de dentro de mim... fiquei tão perplexa quanto vocês, mas não consegui ter reação nenhuma, de nada... eu simplesmente travei. Depois mandei ele "se fod***" mentalmente e ficou tudo certo.
    Posso imaginar o quanto de coisa difícil que você já tenha passado na sua vida, mas tudo o que você me conta só deixa você maior pra mim, no sentido de "pessoa grande".
    Agora entendo todos os seus motivos por ter se deprimido como você conta que se deprimiu... deve ter sido uma barra muito pesada pra suportar. Fico muito feliz de ver que você melhorou, que sua vida está diferente e que você está caminhando em direção aos seus sonhos. Obrigada por se abrir mais uma vez aqui comigo.
    Um beijo, minha querida!

    ResponderExcluir
  11. Rê, você sabe que eu adoro você, né?!
    já conversamos pelo facebook e você sabe o que penso a respeito de tudo isso.
    Pelo meu ver ninguém merece passar por qualquer situação assim, seja gordo, seja magro, seja baixo, alto, branco, negro.
    Alguns médicos (ALGUNS) tem esse tipo de discurso. Eles não querem promover saúde, querem encontrar doenças. Sua mãe é médica, né?! Só pelo seu jeito já posso imaginar que ela jamais trataria uma paciente dela assim... educação é uma coisa que vem de berço!
    Sobre o preconceito, olha... estou bem farta desse preconceito disfarçado de saúde.
    Beeeijos Re... a gente vai conversando ;)

    ResponderExcluir
  12. Oi Bruna, obrigada pela sua participação tão intensa aqui nos comentários.
    Acho digno quando surge em nós o desejo de mudança... e quando surge, devemos mesmo nos agarrar a ele.
    Sobre o que você falou, já me perguntei muito isso... o que eu faço pra ser gorda desse jeito?
    As pessoas tem costume de achar que somos gordas desse jeito porque não fazemos nada pra mudar isso, porque nossa saúde já está comprometida, porque somos sedentárias, porque somos relaxadas... e o engraçado é que muitas vezes esse questionamento, que na verdade não passa de um preconceito, vem de pessoas que são ou que já foram gordas desse jeito.
    Fico feliz quando vejo casos como o seu, que mudou e se sente bem na atual condição, mas sabe o que eu realmente penso?!
    De que a condição corpórea nada tem a ver com nossa felicidade. Ela influencia sim, mas não é o que determina. Como disse uma amiga lá no facebook, uma gorda infeliz resultará em uma ex-gorda infeliz. O que determina a felicidade não é o nosso corpo, é o modo como entendemos esse corpo.
    Sempre vou ajudar, incentivar, acompanhar todas as pessoas que me procurarem pra tais motivos, esse é o propósito do meu blog.
    A respeito de mudança, não posso dizer de maneira geral porque não gosto de generalizações, mas faço exames periódicos e nunca tive alteração de nada. Minha saúde está impecável, me exercito quatro vezes por semana, trabalho, estudo, mantenho o blog, namoro, saio, me divirto, uso qualquer tipo de roupa e de sapato. Tenho uma vida comum como qualquer pessoa magra... embora seja difícil de algumas pessoas acreditarem, eu sou muito feliz desse jeito! Ahh, mas vale lembrar, não é porque eu não me importo em ser gorda, que eu me permita engordar. Saúde sempre!!

    Um beijo, querida! Continue acompanhando o blog!

    ResponderExcluir
  13. Bella, me senti muito mal naquele dia, mas decidi pensar como eu escrevi no texto, de que eu não sou aquela gorda que come uma leitoa por dia. Ainda vou contar minha história aqui no blog e olha... não foi pouca coisa que eu fiz pra mudar, não.
    Adoreeeei essa parte do seu comentário:

    E infelizmente tem muita gente que usar esse negócio de que ser gorda não é saudável pra cagar regra no corpo alheio... minha mãe faz isso comigo até hoje. Como se todo mundo que é magro fosse muito mais saudável do que quem é gordo.

    hahahaha é exatamente isso! Por que me expor aqui no blog faz com que muitas pessoas venham cagar regras pra mim!
    rs

    Obrigada pelo comentário, bonita!
    PS: sou muitcho loka e te vejo magra?? ou sua mãe que é muitcho loka e te ve gorda? rs


    ResponderExcluir
  14. Vely, querida, a gente se impressiona com esses casos né?!
    Infelizmente acabamos passando por situações assim nos momentos em que menos esperamos.
    Se fosse eu, acho que apertaria os botões de todos os andares pra subir e pra descer de volta, só pra demorar uma eternidade pro elevador voltar pra essa mulher sem noção!
    Isso que você disse acontece muito né?! Felizmente tenho controlado bem isso, mas é comum evitarmos situações pra não encararmos de fato aquilo que somos ou evitar com que as pessoas percebam que somos daquele jeito.
    Existem pessoas que não tiram fotos, não comem em público, não vão a lojas comprar roupa, não sobem em uma balança há anos...
    Enganar a si mesmo é o pior tipo de mentira... é um mau que fazemos a nós mesmos, por isso tento controlar isso comigo e, olha, é uma tarefa difícil.

    Obrigada pelo comentário e pelo carinho de sempre! Adoro te ver por aqui!

    Um beijo!

    ResponderExcluir
  15. Valeria5/10/13

    Olá. Fiquei chocada com a historia da Cynthia... Quanto preconceito desse povo... passei por isso na renovação da CNH, o medico muito interessado mais em falar que eu estava extremamente gorda e que eu tinha de todo jeito me tartar do que em fazer o exame de vista pra renovação... enfim, mentalmente eu madei ele a merda! Em situações assim eu tento sair o mais rapido possivel do lugar e aprendi a ignorar, mas me deixa muito chateada essas coisas... enfim, temos que ser fortes né!?
    bjos...

    ResponderExcluir
  16. Amanda,

    Eu já passei por isso. Com um médico ginecologista de uma clinica particular. Fui me consultar com ele, pois várias mulheres diziam que ele era ótimo!

    Quando cheguei no consultório, ele logo me perguntou minha idade. Na época que consultei com ele, tinha 21 anos. Ele logo olhou pra mim e disse: 'Parece ter 50, de tão gorda que é.' E nisso ficou falando que gente gorda era feia, que eu devia parar de comer.. E essas ridiculas do tipo. Na hora meus olhos encheram de lágrimas, mas não falei nada. O pior foi a enfermeira que auxilia ele, segurando o riso. Saí de lá chatiadíssima! Mas ainda tinha que voltar lá, na semana seguinte ficou falando as mesmas asneiras. Mas ele me pegou em um dia de TPM.
    A primeira coisa que eu falei foi: "Vem cá, você é ginecologista ou nutricionista, endocrino?? Pq eu achei que tinha marcado uma consulta com um gineco, pra dar uma olhada na minha vagina e não nas minhas gorduras!!" Ele já arregalou o olho. E continuei, falei que ele não teve respeito comigo, que ele não sabe da vida das pessoas e nem pq elas estão naquele peso ou situação. Que ele deveria ser mais educado. E se ele estava se incomodando tanto com meu peso, deveria ser mais educado e ter me indicado um médico responsável e não ficar dando palpite onde não foi chamado. E quando saí do consultório, fui conversar com o responsável pela Clinica, que era um conhecido, ele pediu mil desculpas, e falou que nunca mais ia se repetir. E nunca mais se repetiu mesmo, o médico que era mega indicado e conhecido das mulheres nunca mais foi visto naquela clinica.

    Unica vez que aconteceu comigo! Mas realmente ficamos bem sentidas com esses comentários.


    Beijooooooooooooo

    ResponderExcluir
  17. Oi, bom dia
    entrei aqui pra ver os macacões e gostei tanto que resolvi ficar, mas lei isso achei um absurdo que alguém que esta ali pra te ajudar, só te atrapalhe, meio que um inútil que ganha pra isso.
    E me lembrei de uma colega de trabalho, que nunca tem algo bom pra dizer, uma vez ter chegado pra mim e com aquela cada de nada com coisa alguma, dizer: - nossa como você ta gorda...
    eu nos meus dias de gloria respondi: - ainda bem que não é você que paga a minha comida né?
    Nunca mais falou nada.
    De qualquer forma vou continuar lendo seu blog porque gostei muito.
    Beijos
    Luciana

    ResponderExcluir
  18. Sei que faz um tempo esse seu post, mas me identifiquei e muito com a situação, com o 'preconceito que você sofreu.
    (além de ter adorado o blog e já tá na minha lista de 'favoritos' do tablet, do smart e do note.)

    Tenho 22 anos, algumas tatuagens (que também me rendem alguns olhares preconceituosos) e 115kg, (perdi 18kg durante a gestação), tive bebê a 6 meses e antes de ganhar o baby passei por uma situação tão desagradável quanto a sua, quando estava com 36 semanas de gestação, senti dores e precisei ir a um médico.
    Meu plano de saúde não cobriria o parto por ser de risco, considerando meu peso como "mórbido"- é muito peso mas não é pra tanto-, além de ter sido uma gestação considerada ''de risco'' por conta de uma pré diabetes gestacional infundada, então tive que consultar um 'plano alternativo e particular' para o parto.
    Então, paguei uma consulta, R$130,00 numa maternidade duma cidade vizinha, chegando no consultório, querendo saber a opinião da médica sobre o tipo de parto mais adequado, ela nem ao menos olhou meus exames, deu bronca por estar indo no horário que cheguei ao hospital, dizendo que não poderia fazer muita coisa por não ter sido a acompanhante do pré-natal e que estava atendendo emergências.
    Contei que estava com dores e com um líquido saindo, blá blá blá.
    Ela olhou pra mim (inchada, dolorida e mal humorada) e começou a tagarelar algo sobre meu peso, afirmando que eu era muito gorda e que era um absurdo eu ter engravidado tão obesa, que era ridícula por querer ter um filho tão gorda.
    Sei dos riscos que eu e meu filho passamos, mas tem gestações que não são tão planejadas assim, eu expliquei que estava em tratamento para perder peso e que quando mudei o mês do tratamento eu engravidei.
    Ela me condenava como a um assassino, dizendo que eu ia sofrer no parto, que tinha que ser um parto normal e 5 minutos depois dizia que tinha que ser uma cesárea.
    Além de ficar falando e falando que eu morreria, meu filho iria para a UTI e que ele teria graves problemas respiratórios e de desenvolvimento.
    Ficamos na sala, minha mãe, minha avó e eu, rezando para que ela terminasse a tortura e que pudéssemos sair daquele hospital, minha mãe saiu possessa e louca para estrangular a médica, que continuou o mantra de 'gorda-uti-morrer' por exatas 1h45m- fazendo com que eu me sentisse um lixo e minhas 'acompanhantes' assustadas.

    Não tive coragem de voltar naquele hospital para ter meu filho, que nasceu 1 semana depois de parto normal, sem nem sequer precisar de aspiração, no dia seguinte já estávamos prontos para ir embora do hospital e hj ele tem 6 meses e alguns dias e é a criança mais maravilhosa do mundo!

    Sei como é horrível esse tipo de tratamento, além do causo contato ali em cima tbm tive um pé torcido uma vez, me trataram do mesmo jeito que te trataram, "o pé tá assim pq vc é gorda" e até hoje tenho sequelas por conta do péssimo tratamento.

    Bjos flor, continue com as postagens que eu tô amando!!! ;)

    ResponderExcluir

Vou adorar saber sua opinião!