O que você mudaria no seu corpo?

Boa tarde, GGs do meu coração. Como todas estão? Eu estou ótima, apesar de cansada. Que semana corrida! 
Mais do que a bandeira "plus size" acho que vocês já notaram que o que eu defendo, na verdade, é a naturalização do corpo. O quanto é desnecessário o que exigimos dele e o quanto isso pode ser nocivo para nós. 
Se eu te perguntar agora em que momento da sua vida você passou a se incomodar com suas características físicas, você saberia me dizer? Para algumas pessoas que passaram por discriminação e bullying pode até existir um marco, um momento definido, mas para a maioria das pessoas acredito que esse incômodo surgiu de forma lenta e oculta, quase imperceptível, mas hoje faz parte do dia a dia, infelizmente.
Já contei muitas vezes aqui em posts comuns ou na Tag Eu e a Comida episódios da minha vida relacionando isso com minha forma de interpretar o meu corpo. Amo-o por inteiro? Não. Aceito-o por inteiro? Sim. 
Mas como? 
Se eu não amo meu corpo por inteiro, como poder aceitá-lo por inteiro? É simples, gente. 
Você ama TUDO TUDO TUDO que seu namorado/marido faz? Ele não tem nenhum "defeitinho" que te irrita? E mesmo assim você o ama, não ama? ...a ponto de escolher se casar com ele. Nós aceitamos o que discordamos das pessoas com quem convivemos e, SIM, podemos viver muito FELIZES com isso. No nosso corpo temos aquilo que não concordamos, mas precisamos aprender a conviver com isso, sem que seja um problema ou motivo de sofrimento, isso é aceitar. 
Há dias tem um vídeo muito interessante e tocante circulando pela internet. Achei de uma delicadeza tão grande que resolvi compartilhar com vocês. 
O vídeo questiona crianças e adultos sobre o que eles mudariam em seus corpos. Simples. As respostas têm uma diferença tão gritante que nos faz voltar o nosso olhar a nós mesmos e nos questionar: porque nos tornamos assim? quando foi que nos tornamos assim?
Convido vocês a assistirem e expressarem suas opiniões nos comentários. Acho super válida essa discussão.



Se me fizessem essa pergunta eu responderia que gostaria de mudar minha barriga e a flacidez das minhas cochas na parte interna, ambos resultados do meu processo de engorda-emagrece-engorda-emagrece-engorda-emagrece. São duas coisas que, embora eu não goste, não me impedem de viver naturalmente minha vida. Não deixo de vestir biquíni porque todo mundo vai ver meus tecidos de gordura flácidos, nunca deixei. 
Eu acho normal isso, todas nós temos. Umas mais, outras menos. O que precisamos cuidar é da intensidade disso, não deixar que uma característica física determine o seu mau estado emocional.
Mas a questão aqui é outra. 
Me senti tão mal por me preocupar com isso, em mudar minha barriga e minha perna. Em que momento da minha vida isso realmente passou a ser importante? ...não sei. O que posso fazer, agora, é tentar reverter isso tentando elaborar de uma forma ainda melhor o meu convívio com meu corpo. 
Tem tanta coisa melhor para eu ser do que ser uma pessoa-não-flácida. 
Gente...
Cauda de sereia. Ter asas. Boca de tubarão. Teletransporte. Orelhas super pontudas (de gnomo). Pernas de guepardo.
Isso parece tããããão mais divertido. 
Se eu pudesse mudar QUALQUER coisa no meu corpo, num passo de pir lim pim pim, será mesmo que eu deveria me preocupar com dois pontos de flacidez? Que sonho baixo, que pequeno, que vazio. 
Eu escolheria, então, ter cauda de sereia enquanto estivesse na água, que se transformassem em asas quando estivesse seca, com a capacidade de me teletransportar para qualquer lugar que eu quisesse... 

Dentro de alternativas possíveis, será que estamos dando importância para aquilo que é realmente necessário em nós mesmos? Pra você o que é realmente necessário?
Pra mim é a capacidade de sorrir.

Um beijo!
Amandinha

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